Gosto de fotografia...
Tudo enquanto era lugar que estivesse desde os meus 13 anos eu fotografafa,
Às vezes com uma máquina descartável...
Não me importava a máquina e sim a imagem... o registro...
Sempre colecionei imagens e depois estudando a psicanálise entendi porque
A questão é que os registros de família, os tenho desde tenra idade...
Vejo todo mundo, pai, mãe, irmãos, irmãs, tios, tias, avós...
Lugares onde vivi, lugares que visitei, imagens que eternizei
E guardo registradas no papel e na memória...
Depois de um tempo, novas pessoas nas fotos: colegas de faculdade, amigos,
Namorados, marido, filhos, sogra, novos familiares e lugares novos...e
A mesma constatação...não estou nesta ou naquela foto...
Mais um tempo se passou e começou o advento da máquina digital...
Que esquisito, até hoje tenho dificuldade em usar esse quipamento
E quando uso...dificilmente imprimo ou "revelo" em papel fotográfico
Mas vejo as pessoas na "febre" - primeiro de ter um equipamento cada
Vez mais moderno e com mais "recursos"; segundo registrando qualquer coisa
Em qualquer lugar, chegando a banalizar o que antes conhecíamos como "arte"
Contudo, creio que a "febre vai passar", vejo algumas fotos impressas
Algumas fotos de familiares próximos, pelo menos assim o dizem e se consideram...
E fiz novamente a mesma constação: NÃO ESTOU NESTAS FOTOS...
Algumas selecionadas em murais que ficam expostos para o público visitante e íntimo...
Daquele círculo ...E apareço raramente e em alguns NÃO APAREÇO...
Isso me doía, me incomodava, e em alguns murais parece que eu não
APARECIA, pois quem elegeu as fotos me excluia deliberadamente
E resolvi perguntar-me - porque não estou nestas fotos, ou neste mural?
Fiquei muito tempo ruminando a pergunta e a dor da suposta exclusão...
Pensar não é de todo mal, sentir às vezes intoxica...
Pensei e um dia resolvi pôr o corpo na parada...
Fiquei diante de um destes murais e fiz novamente a fatídica pergunta
Eis que de súbito ocorreu-me a resposta:
NÃO APAREÇO, POIS NA MAIORIA DAS VEZES SOU EM QUEM
ESTÁ POR TRÁS DA MÁQUINA, OU ENVOLVIDA NO ARRANJO!
E o esforço todo para excluir-me revela que eu APAREÇO!
Como diz a música que ouvi do Zeca Baleiro:
"Se você fizer uma radiografia da sua vida...
Verá com certeza, quem sabe com um certo espanto...
Que eu APAREÇO, estou gravado, cravado...
Eu APAREÇO, na sua espinha dorsal..."
E por aí vai, mais uma descoberta,
Mais um alento para a dor da suposta exclusão...
O que mais escondem...é o que mais aparece internamente...
CAPICHE! "Pequeninitos tiranititos" - como dizia D. Juan
Nos livros do velho e bom Carlos Castaneda...
Se vocês não existissem, não haveria o incômodo,
Logo não haveria auto-conhecimento!
Vania Longo
13 de janeiro de 2011
VANIA LONGO
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
UM LUGAR
Existe um lugar...estranho...cada vez mais estranho...
Vivem estranhos velhos conhecidos!
Vive-se num jogo de empurra...
Vive-se num jogo de culpa...
Vive-se num jogo nogento...
Esse lugar cheira mal, pois limpeza é luxo, não é hábito!
Nesse lugar tudo acumula-se num amontuado de inutilidades!
Nesse lugar quem vê de fora pensa que mora uma família...
Não...ali habita um amontoado de inimigos em comum
Nesse lugar os seres vivos - "não humanos" - existem para servir
Servem ao suposto prazer que alguns humanos dali dizem ter com suas existências
Esses seres vivos - não humanos - padecem de solidão, de abandono,
Carecem de atenção, enlouquecem, se desesperam por comida
Que só existe quando os que se dizem humanos "lembram"
E "lembram" porque os não humanos "perturbam" com seus latidos e miados
Um dia um desses bichos, ou melhor um "não humano" morreu,
Agonizou de dor, uivou e faliu... era uma fêmea,
Uma fêmea "não humana" que nunca saiu para passear
Uma fêmea que já havia habitado um cubículo que quando enchia d'água
A fazia grunhir e o vizinho se penalizava...
Uma fêmea que mesmo sendo submetida a este estado periclitante... não reagia...
Era de sua natureza manter-se "leal", "fiel", mesmo quando todos "desapareciam"...
Esse lugar sufocante, entregue ao mofo, ao ácaro, a putrefação pretendia ser
A morada dos sonhos...
Agora é só pesadelo aplacado com remédios caros!
Conclusão: isso não pode ser o fim de um ser pensante!!!
O ser pensa e pensa que é melhor pensar bem pensado...
Começando a mirar-se nos "não humanos" que ali habitam
Mirando-se neles, verá que é da natureza deles "suportar" ou "sucumbir"...
Na natureza de um humano pensante-sentinte - suportar - olhar - ver e buscar alternativas
Esse é o caminho...esse é o rumo inevitável para respirar ar puro...
Desfrutar sala, quarto, cozinha, garagem, quintal se houver...livres de uma energia
Tão pesada que chega ficar densa e cortável....
Caminhemos para esse desfecho...o LUGAR indica O CAMINHO...
O LUGAR mapeia fora e dentro!
O LUGAR que se vislumbra não é esse descrito...
Já viveu-se outros lugares semelhantes e os venceram...
Esse "humano" quando habitava esses outros lugares - era inexperiente, ganhava salário mínimo, estudava em escola pública,
Tinha uma família para inglês ver e tinha esperança
O último alento na caixa de pandora
Mas não um alento qualquer... ESPERANÇA move a vida e remove a mágoa...
ESPERANÇA alenta e acalanta!
Vive-se, busca-se, espera-se de esperançar!
Desesperar é um artifício desnecessário...
"Vou deixar a rua me levar...ver a cidade se acender..."
Ser feliz é bem possível, estude os contos de fadas e verá o que existe por trás
O histórico deles é um povo esmagado, desalentado que buscava esperança
Inventava histórias para alimentar a "fé na vida, fé no homem, fé no que virá"...
E venceram e "foram felizes para sempre"!
Vania Longo
04/01/2011
Vivem estranhos velhos conhecidos!
Vive-se num jogo de empurra...
Vive-se num jogo de culpa...
Vive-se num jogo nogento...
Esse lugar cheira mal, pois limpeza é luxo, não é hábito!
Nesse lugar tudo acumula-se num amontuado de inutilidades!
Nesse lugar quem vê de fora pensa que mora uma família...
Não...ali habita um amontoado de inimigos em comum
Nesse lugar os seres vivos - "não humanos" - existem para servir
Servem ao suposto prazer que alguns humanos dali dizem ter com suas existências
Esses seres vivos - não humanos - padecem de solidão, de abandono,
Carecem de atenção, enlouquecem, se desesperam por comida
Que só existe quando os que se dizem humanos "lembram"
E "lembram" porque os não humanos "perturbam" com seus latidos e miados
Um dia um desses bichos, ou melhor um "não humano" morreu,
Agonizou de dor, uivou e faliu... era uma fêmea,
Uma fêmea "não humana" que nunca saiu para passear
Uma fêmea que já havia habitado um cubículo que quando enchia d'água
A fazia grunhir e o vizinho se penalizava...
Uma fêmea que mesmo sendo submetida a este estado periclitante... não reagia...
Era de sua natureza manter-se "leal", "fiel", mesmo quando todos "desapareciam"...
Esse lugar sufocante, entregue ao mofo, ao ácaro, a putrefação pretendia ser
A morada dos sonhos...
Agora é só pesadelo aplacado com remédios caros!
Conclusão: isso não pode ser o fim de um ser pensante!!!
O ser pensa e pensa que é melhor pensar bem pensado...
Começando a mirar-se nos "não humanos" que ali habitam
Mirando-se neles, verá que é da natureza deles "suportar" ou "sucumbir"...
Na natureza de um humano pensante-sentinte - suportar - olhar - ver e buscar alternativas
Esse é o caminho...esse é o rumo inevitável para respirar ar puro...
Desfrutar sala, quarto, cozinha, garagem, quintal se houver...livres de uma energia
Tão pesada que chega ficar densa e cortável....
Caminhemos para esse desfecho...o LUGAR indica O CAMINHO...
O LUGAR mapeia fora e dentro!
O LUGAR que se vislumbra não é esse descrito...
Já viveu-se outros lugares semelhantes e os venceram...
Esse "humano" quando habitava esses outros lugares - era inexperiente, ganhava salário mínimo, estudava em escola pública,
Tinha uma família para inglês ver e tinha esperança
O último alento na caixa de pandora
Mas não um alento qualquer... ESPERANÇA move a vida e remove a mágoa...
ESPERANÇA alenta e acalanta!
Vive-se, busca-se, espera-se de esperançar!
Desesperar é um artifício desnecessário...
"Vou deixar a rua me levar...ver a cidade se acender..."
Ser feliz é bem possível, estude os contos de fadas e verá o que existe por trás
O histórico deles é um povo esmagado, desalentado que buscava esperança
Inventava histórias para alimentar a "fé na vida, fé no homem, fé no que virá"...
E venceram e "foram felizes para sempre"!
Vania Longo
04/01/2011
E SE JUDAS NÃO FOSSE O TRAIDOR DE JESUS?
Estou lendo um livro sobre a "verdadeira história de Judas" a personagem bíblica que "traiu" Jesus entregando-o à cruxificação.
É uma pesquisa de um estudioso sério que teve acesso ao "Evangelo de Judas" - "descoberto com alguns outros pergaminhos importantes, cuja publicação não é de interesse da igreja católica apostólica...
Nesse pergaminho existem revelações:
Já havia lido outro pesquisador sério e digno de confiança, chamado Ravi Ravindra, um indiano, defender essas revelações...
Acho importante termos a mente desperta para ampliar compreensões e suspeitar de algumas verdades que não ousamos questionar em detrminados períodos da vida!
E vocês o que acham?
Vania Longo
04/01/2011
É uma pesquisa de um estudioso sério que teve acesso ao "Evangelo de Judas" - "descoberto com alguns outros pergaminhos importantes, cuja publicação não é de interesse da igreja católica apostólica...
Nesse pergaminho existem revelações:
- Judas não tinha a origem dos demais apóstulos, tinha uma condição intelectual melhor do que os apóstulos pescadores.
- Segundo os escritos, ele compartilhava com Jesus ideias que os demais não teriam a necessária compreensão e alcance.
- Por essas e outras características "Jesus o escolheu para o papel de 'traidor' - alguém tinha de cumprir o papel para o desfecho previsto da cruxificação - e deveria ser aquele em quem mais confiava - que poderia "sacrificar" pelo "mestre e amigo".
Já havia lido outro pesquisador sério e digno de confiança, chamado Ravi Ravindra, um indiano, defender essas revelações...
- O que muda?
- A quem interessou "vender" a ideia de traição desse apóstulo?
- Porque a história divulgada agora não pôde ser revelada na época?
Acho importante termos a mente desperta para ampliar compreensões e suspeitar de algumas verdades que não ousamos questionar em detrminados períodos da vida!
E vocês o que acham?
Vania Longo
04/01/2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
CUIDADO COM OS NÃO CONVIDADOS
Nesses dias de aniversário e de Natal
Vivi uma experiência bem conhecida nos contos de fadas
A Bela Adormecida quando nasceu foi recebida por uma grande festa
Rei e rainha convidaram todos os súditos, aldeões, povo da floresta
Incluindo TODAS as fadas que se "lembraram"...menos uma
No auge da comemoração - cada uma das fadas presenteou a
Pequena princesa com um dom...até que de repente
Rompe no meio do salão a "fada" não convidada
Sua raiva da exclusão e "esquecimento" era tanta que
Jurou uma maldição na princesa: que quando fizesse 15 anos
Furaria o dedo em uma roca e ...morreria...
A última "fada madrinha" que ainda não havia concedido seu "presente"
Interceptou o "feitiço" ou a "maldição" da "fada ferida" modificando-o para
Adormecer ao invés de morrer...
Que diga-se de passagem são semelhantes!
Nunca me esqueço da raiva dessa fada... que por fim
Tornou-se a bruxa da história...qualquer semelhança com a "humanidade" é de se esperar....
E não me esqueço principalmente o que essa raiva mobilizou
E como vocês já desconfiam, vou ver em mim o que acontece
Com esses sentimentos bem humanos que extrapolam dos contos
Quando se é relegado ao segundo, terceiro quiçá o último plano
Por mais bom cristão que você seja, algum bicho escuso se levanta em ti
Esse bicho é movido por um sentimento não menos baixo
E a consequência da aparecência...desse bicho travestido em raiva
É no mínimo desastrosa, pois ele turva a claridade da consciência...
Turvando essa nobre senhora que todos nós gostamos de tê-la presente
Em nossos discursos...mas geralmente longe da prática cotidiana...
Fica a miséria...os sentimentos daninhos...tiratinitos...mesquinhos
Então atuamos...(eis uma personagem boa que se ver em nosso teatro)
E dessa atuação não salvamos, pai, filho, nem espírito santo...
Todos dançam um espetáculo mesquinho, horrendo e bem humano
São submetidos ao descaso, à vingança, à retaliação, a falsidade das palavras,
À hipocrisia, à desforra...toda essa humanidade que não gostamos de reconhecer em nós, filhos-irmãos de príncepes, rainhas e faraós!
Afinal gostamos de nos "parecer" com a realeza, principalmente a nobreza de sentimentos e atos...
Ah! pobre humanidade que agoniza em nós...
Acham que exagero?...é só transportar-se para uma tremenda "festa" oferecida em sua própria casa para a qual você não foi convidado...logo não foi avisado e chegou sem saber....
O que vislumbra sua pessoa?
Vania Longo
29/12/2010
Vivi uma experiência bem conhecida nos contos de fadas
A Bela Adormecida quando nasceu foi recebida por uma grande festa
Rei e rainha convidaram todos os súditos, aldeões, povo da floresta
Incluindo TODAS as fadas que se "lembraram"...menos uma
No auge da comemoração - cada uma das fadas presenteou a
Pequena princesa com um dom...até que de repente
Rompe no meio do salão a "fada" não convidada
Sua raiva da exclusão e "esquecimento" era tanta que
Jurou uma maldição na princesa: que quando fizesse 15 anos
Furaria o dedo em uma roca e ...morreria...
A última "fada madrinha" que ainda não havia concedido seu "presente"
Interceptou o "feitiço" ou a "maldição" da "fada ferida" modificando-o para
Adormecer ao invés de morrer...
Que diga-se de passagem são semelhantes!
Nunca me esqueço da raiva dessa fada... que por fim
Tornou-se a bruxa da história...qualquer semelhança com a "humanidade" é de se esperar....
E não me esqueço principalmente o que essa raiva mobilizou
E como vocês já desconfiam, vou ver em mim o que acontece
Com esses sentimentos bem humanos que extrapolam dos contos
Quando se é relegado ao segundo, terceiro quiçá o último plano
Por mais bom cristão que você seja, algum bicho escuso se levanta em ti
Esse bicho é movido por um sentimento não menos baixo
E a consequência da aparecência...desse bicho travestido em raiva
É no mínimo desastrosa, pois ele turva a claridade da consciência...
Turvando essa nobre senhora que todos nós gostamos de tê-la presente
Em nossos discursos...mas geralmente longe da prática cotidiana...
Fica a miséria...os sentimentos daninhos...tiratinitos...mesquinhos
Então atuamos...(eis uma personagem boa que se ver em nosso teatro)
E dessa atuação não salvamos, pai, filho, nem espírito santo...
Todos dançam um espetáculo mesquinho, horrendo e bem humano
São submetidos ao descaso, à vingança, à retaliação, a falsidade das palavras,
À hipocrisia, à desforra...toda essa humanidade que não gostamos de reconhecer em nós, filhos-irmãos de príncepes, rainhas e faraós!
Afinal gostamos de nos "parecer" com a realeza, principalmente a nobreza de sentimentos e atos...
Ah! pobre humanidade que agoniza em nós...
Acham que exagero?...é só transportar-se para uma tremenda "festa" oferecida em sua própria casa para a qual você não foi convidado...logo não foi avisado e chegou sem saber....
O que vislumbra sua pessoa?
Vania Longo
29/12/2010
QUE TRISTEZA É MAIS TRISTE
Existência...
Existir...
A que será que se destina...
Insistir em alguns pontos...
Investir em equilíbrio...
Investigar a própria verdade...
Se é que ela é propriedade de alguém...
Imitar o própria vida...
Acho que isso fazemos bastante!
Incentivar a busca de si...
Parar consequentemente de buscar o outro
Ou pior: buscar-se no outro!
Imobilizar a tagarelice mental...
Como esta que estou a praticar!
Jogo de palavras e com palavras...
O que pulsa nisso tudo?
Hoje a frase de uma música:
"Como é triste a tristeza, mendigando um sorriso..."
Que tristeza é mais triste do que esta?
Muitas...
A tristeza de triste estar
A tristeza de triste concluir a vida
A tristeza de tagarelar para fugir do vazio
A tristeza de gritar por companhia
A tristeza de acompanhado estar só
A tristeza de não ser boa companhia a si mesmo
A tristeza de ferir alguém muito inocente
A tristeza em ver-se impotente ante a miséria
A tristeza em ver tanta hipocrisia nestas "noites felizes!"
A tristeza que decreta uma doença incurável
A tristeza em constatar uma vida vivida em vão
A tristeza do abandono
A tristeza de ignorar a existência alheia
A tristeza que acarreta a prepotência e arrogânica
Na verdade Impotência e falências declaradas
A tristeza que acompanha a morte de alguém caro
A tristeza que cala diante de uma mãe sofrendo
A tristeza de uma mãe que perde o filho amado
A tristeza de não ter emoção para sentir-se triste
A tristeza de uma ausência que não sabemos se um dia esteve lá
A tristeza de contemplar o nada... e de nada vislumbrar
A tristeza de não ser lembrado
A tristeza de esperar pela inclusão que não vem
A tristeza da ausência de amigos verdadeiros
A tristeza da ausência de um amor que testemunhe a existência
A tristeza... um sentimento purulento...pardacento...
Um sentimento púmbleo, pesado, que embota a alma
Um sentimento que nega a pulsação vital
Um sentimento que puxa contra o existir
Um sentimento que deixa vazios imensos na existência
Um sentimento que nega a consciência...
Um sentimento que só sabe quem sente!
Um sentimento que sentido, melhor aprender bem sobre ele
Um sentimento que é melhor saber rastreá-lo não para evitá-lo
Um sentimento que ao rastreá-lo esmiuçar para não cair em suas armadilhas
Assim se aprende a ficar disperto...pôr antenção onde o vivo está...
Assim me esforço a cada minuto para ficar aqui: DIANTE DE MIM...
E da tristeza se ela vier!
Vania Longo
29/12/2010
Existir...
A que será que se destina...
Insistir em alguns pontos...
Investir em equilíbrio...
Investigar a própria verdade...
Se é que ela é propriedade de alguém...
Imitar o própria vida...
Acho que isso fazemos bastante!
Incentivar a busca de si...
Parar consequentemente de buscar o outro
Ou pior: buscar-se no outro!
Imobilizar a tagarelice mental...
Como esta que estou a praticar!
Jogo de palavras e com palavras...
O que pulsa nisso tudo?
Hoje a frase de uma música:
"Como é triste a tristeza, mendigando um sorriso..."
Que tristeza é mais triste do que esta?
Muitas...
A tristeza de triste estar
A tristeza de triste concluir a vida
A tristeza de tagarelar para fugir do vazio
A tristeza de gritar por companhia
A tristeza de acompanhado estar só
A tristeza de não ser boa companhia a si mesmo
A tristeza de ferir alguém muito inocente
A tristeza em ver-se impotente ante a miséria
A tristeza em ver tanta hipocrisia nestas "noites felizes!"
A tristeza que decreta uma doença incurável
A tristeza em constatar uma vida vivida em vão
A tristeza do abandono
A tristeza de ignorar a existência alheia
A tristeza que acarreta a prepotência e arrogânica
Na verdade Impotência e falências declaradas
A tristeza que acompanha a morte de alguém caro
A tristeza que cala diante de uma mãe sofrendo
A tristeza de uma mãe que perde o filho amado
A tristeza de não ter emoção para sentir-se triste
A tristeza de uma ausência que não sabemos se um dia esteve lá
A tristeza de contemplar o nada... e de nada vislumbrar
A tristeza de não ser lembrado
A tristeza de esperar pela inclusão que não vem
A tristeza da ausência de amigos verdadeiros
A tristeza da ausência de um amor que testemunhe a existência
A tristeza... um sentimento purulento...pardacento...
Um sentimento púmbleo, pesado, que embota a alma
Um sentimento que nega a pulsação vital
Um sentimento que puxa contra o existir
Um sentimento que deixa vazios imensos na existência
Um sentimento que nega a consciência...
Um sentimento que só sabe quem sente!
Um sentimento que sentido, melhor aprender bem sobre ele
Um sentimento que é melhor saber rastreá-lo não para evitá-lo
Um sentimento que ao rastreá-lo esmiuçar para não cair em suas armadilhas
Assim se aprende a ficar disperto...pôr antenção onde o vivo está...
Assim me esforço a cada minuto para ficar aqui: DIANTE DE MIM...
E da tristeza se ela vier!
Vania Longo
29/12/2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Caminho Percorrido para Acessar um Sentido para a Dor e para a Morte
O professor Gilberto Safra sugeriu em uma de suas aulas de psicologia que ao analisarmos nossa biografia deveríamos analisar o caminho que perccorremos para acessar o sentido para a dor e a morte!
Essa reflexão fez parte do estudo da obra: Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa.
Olho para dentro e quando me vi em momentos de extrema agonia e desespero o pensamento estava lá para gerar ainda mais cáos e dor...as perguntas eram:
De toda forma, como profissional da psicologia...desconfio das biografias impecáveis, aquelas que Fernando Pessoa já denunciou em seu Poema em Linha Reta: "Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada...todos os que conheço são príncipes, ou herdeiros de principados"....e vai por aí...
Eu já conheci em mim muita gente que leva porrada o tempo tempo e isso eu acho importante revelar, pois é do humano...
No grande exemplo do Cristo, nós só o reconhecemos, pois "ELE se fez carne e habitou entre nós", foi igual a nós, sentiu medo, solidão, desespero, desamparo, por isso faz parte do grande arquétipo do SALVADOR em nosso inconsciente, e quando a dor castiga - lembramos de recorrer ao grande Mestre que dizia: "Vinde a mim os que sofrem e EU os reconfortarei"!
Por enquanto tá de bom tamanho! E você conseguever o caminho que faz a sua dor?
Vania Longo
11 de dezembro de 2010
Essa reflexão fez parte do estudo da obra: Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa.
Olho para dentro e quando me vi em momentos de extrema agonia e desespero o pensamento estava lá para gerar ainda mais cáos e dor...as perguntas eram:
- por que essa dor está aqui o que ela quer me ensinar?
- será que essa dor terá fim?
- o que fiz para merecê-la?
- se ela aqui está eu a mereço!
- o que faço com ela?
- dormir o máximo que eu pudesse - fugir...
- trabalhar compulsivamente para não pensar...
- procurar os amigos que já se desgastavam com o peso da minha dor...
- buscar psicoterapia...
- buscar trabalho de autoconhecimento
- buscar terapias alternativas: ioga, acupuntura, tarô, energizãção na pirâmide, consultas espíritas, umbandistas, etc...
- retornar à igreja e frequentar os cultos religiosos...
- ler...e aí existe uma peculiaridade...as leiturar que me foram fiéis companheiras nestes dias sombrios que duravam às vezes seis, oito...meses, foram: A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera, O segundo Círculo do Poder e todos os outros volumes de Carlos Castañeda, O Último Zinja (a história de Gengis Kan contada por sua mulher), Encontros com Homens Notáveis de G.I. Gurdjieff, Sidarta de Hermam Hesse, Os irmãos Karamázov de Dostoievski, a biografia de Maiakovski o grande poeta da revolução Russa, Longe é um lugar que não existe, Fernão Capelo Gaiovota (não lembro o nome do autor), Terra dos Homens de Antoine de Sant'Exupere, o Manual do Herói de Sonia Hirsh, Alguns contos - "O Natal da Barca" de Lygia Fagundes Telles, "O Amor" de Clarice Lispector, "A Moça Tecelã" de Marina Colasanti, Escuta Zé ninguém de Wilheim Reich, Crime e Castigo de Dostoievski... Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa, só para citar alguns...
- De certa forma estes livros tratam da aventura humana errante sobre a terra sem fim, fala de humanidades, de personagens que reconheci e identifiquei em mim e nem sempre eram os mocinhos, os heróis, e acho que está aí a grande diferença de quem busca a verdade...não quer mais o engodo, a fachada, a vitrine, aprofunda tanto em si que "ouve o próprio sangue percorrendo as veias" como dizia Hermam Hesse em Demiam.
- A idade avança e a dor não desiste...aparece com outras facetas, outros nomes, variações "novas de doenças" - todas disfarçam a mesma cara da morte...e recorrer ao remédios para mim foi o último recurso depois de ficar quase 3 meses sem dormir....essa era só a ponta do iceberg que nem toda psicanálise a que me submeti até hoje deu conta de explicar...
- Quanto custa essa dor?
- Quanto quero pagar pelo alívio dela?
- Alívio é a palavra, pois Freud já havia sacado que a causa está enraizada em lugares que não alcançamos com facilidade, ao contrário o acesso ao inconsciente é doído e quando conseguimos vislumbrar um pouco de luz da escuridão avassaladora...não sabemos muito bem o que fazer...desconfio que aí começa o impasse, o início da grande batalha humana para resgatar a essência e unificar um pouquinho os eus no EU.
- Alívio é a palavra, pois a medicina ocidental vende a cura em pílulas da "felicidade", vende paleativo, mentira, máscaras de enganar a morte!
- O perigo não é buscar o alívio, é acreditar na "cura" e parar de buscar, o PARAR aqui deve ser para se olhar, para enfrentar-se, para prescrutrar o demônio travestido naquele medo, naquela agonia, naquela encruzilhada.
De toda forma, como profissional da psicologia...desconfio das biografias impecáveis, aquelas que Fernando Pessoa já denunciou em seu Poema em Linha Reta: "Nunca conheci ninguém que tivesse levado porrada...todos os que conheço são príncipes, ou herdeiros de principados"....e vai por aí...
Eu já conheci em mim muita gente que leva porrada o tempo tempo e isso eu acho importante revelar, pois é do humano...
No grande exemplo do Cristo, nós só o reconhecemos, pois "ELE se fez carne e habitou entre nós", foi igual a nós, sentiu medo, solidão, desespero, desamparo, por isso faz parte do grande arquétipo do SALVADOR em nosso inconsciente, e quando a dor castiga - lembramos de recorrer ao grande Mestre que dizia: "Vinde a mim os que sofrem e EU os reconfortarei"!
Por enquanto tá de bom tamanho! E você conseguever o caminho que faz a sua dor?
Vania Longo
11 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
O SONHO E A SOMBRA
Um sonho sombrio, o despertar da sombra
O tenebroso, o aterrador, o insondável
O grande outro que não tangemos
O oráculo responde:
"Esse drama não te pertence?"
Gaste sua energia criativa com teus projetos
Anime-se - toque a ALMA - equilibre o
SAGRADO com a IRREVERÊNCIA
Crie para você mesmo uma lição oposta do vive
Esta lição o forçará a ver o outro lado das coisas
Solte-se mais, abrace a vida,
Abra um sorriso e siga seu caminho - peregrino!
Um caminho sagrado, até sentir que
O universo se abre para você,
Mostrando-lhe tudo aquilo
Que é realmente IMPORTANTE!
Oh! Heyokah - desperte em mim
O humor dos Opostos!!!
Que possa fazer-me sorrir da hipocrisia
E do verniz das máscaras sociáveis!
Vou para o mar...lavar, purgar, toda tinta
Tinta que não posso incorporar como minha!
Sei onde estou... estou dentro de mim...
Sei de mim o pouco que busco...
Isso IMPORTA!
Vania Longo
09/12/2010
O tenebroso, o aterrador, o insondável
O grande outro que não tangemos
O oráculo responde:
"Esse drama não te pertence?"
Gaste sua energia criativa com teus projetos
Anime-se - toque a ALMA - equilibre o
SAGRADO com a IRREVERÊNCIA
Crie para você mesmo uma lição oposta do vive
Esta lição o forçará a ver o outro lado das coisas
Solte-se mais, abrace a vida,
Abra um sorriso e siga seu caminho - peregrino!
Um caminho sagrado, até sentir que
O universo se abre para você,
Mostrando-lhe tudo aquilo
Que é realmente IMPORTANTE!
Oh! Heyokah - desperte em mim
O humor dos Opostos!!!
Que possa fazer-me sorrir da hipocrisia
E do verniz das máscaras sociáveis!
Vou para o mar...lavar, purgar, toda tinta
Tinta que não posso incorporar como minha!
Sei onde estou... estou dentro de mim...
Sei de mim o pouco que busco...
Isso IMPORTA!
Vania Longo
09/12/2010
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