Nesses dias de aniversário e de Natal
Vivi uma experiência bem conhecida nos contos de fadas
A Bela Adormecida quando nasceu foi recebida por uma grande festa
Rei e rainha convidaram todos os súditos, aldeões, povo da floresta
Incluindo TODAS as fadas que se "lembraram"...menos uma
No auge da comemoração - cada uma das fadas presenteou a
Pequena princesa com um dom...até que de repente
Rompe no meio do salão a "fada" não convidada
Sua raiva da exclusão e "esquecimento" era tanta que
Jurou uma maldição na princesa: que quando fizesse 15 anos
Furaria o dedo em uma roca e ...morreria...
A última "fada madrinha" que ainda não havia concedido seu "presente"
Interceptou o "feitiço" ou a "maldição" da "fada ferida" modificando-o para
Adormecer ao invés de morrer...
Que diga-se de passagem são semelhantes!
Nunca me esqueço da raiva dessa fada... que por fim
Tornou-se a bruxa da história...qualquer semelhança com a "humanidade" é de se esperar....
E não me esqueço principalmente o que essa raiva mobilizou
E como vocês já desconfiam, vou ver em mim o que acontece
Com esses sentimentos bem humanos que extrapolam dos contos
Quando se é relegado ao segundo, terceiro quiçá o último plano
Por mais bom cristão que você seja, algum bicho escuso se levanta em ti
Esse bicho é movido por um sentimento não menos baixo
E a consequência da aparecência...desse bicho travestido em raiva
É no mínimo desastrosa, pois ele turva a claridade da consciência...
Turvando essa nobre senhora que todos nós gostamos de tê-la presente
Em nossos discursos...mas geralmente longe da prática cotidiana...
Fica a miséria...os sentimentos daninhos...tiratinitos...mesquinhos
Então atuamos...(eis uma personagem boa que se ver em nosso teatro)
E dessa atuação não salvamos, pai, filho, nem espírito santo...
Todos dançam um espetáculo mesquinho, horrendo e bem humano
São submetidos ao descaso, à vingança, à retaliação, a falsidade das palavras,
À hipocrisia, à desforra...toda essa humanidade que não gostamos de reconhecer em nós, filhos-irmãos de príncepes, rainhas e faraós!
Afinal gostamos de nos "parecer" com a realeza, principalmente a nobreza de sentimentos e atos...
Ah! pobre humanidade que agoniza em nós...
Acham que exagero?...é só transportar-se para uma tremenda "festa" oferecida em sua própria casa para a qual você não foi convidado...logo não foi avisado e chegou sem saber....
O que vislumbra sua pessoa?
Vania Longo
29/12/2010
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