quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

EM ALGUMAS FOTOS NUNCA APAREÇO

Gosto de fotografia...
Tudo enquanto era lugar que estivesse desde os meus 13 anos eu fotografafa,
Às vezes com uma máquina descartável...
Não me importava a máquina e sim a imagem... o registro...
Sempre colecionei imagens e depois estudando a psicanálise entendi porque
A questão é que os registros de família, os tenho desde tenra idade...
Vejo todo mundo, pai, mãe, irmãos, irmãs, tios, tias, avós...
Lugares onde vivi, lugares que visitei, imagens que eternizei
E guardo registradas no papel e na memória...
Depois de um tempo, novas pessoas nas fotos: colegas de faculdade, amigos,
Namorados, marido, filhos, sogra, novos familiares e lugares novos...e
A mesma constatação...não estou nesta ou naquela foto...
Mais um tempo se passou e começou o advento da máquina digital...
Que esquisito, até hoje tenho dificuldade em usar esse quipamento
E quando uso...dificilmente imprimo ou "revelo" em papel fotográfico
Mas vejo as pessoas na "febre" - primeiro de ter um equipamento cada
Vez mais moderno e com mais "recursos"; segundo registrando qualquer coisa
Em qualquer lugar, chegando a banalizar  o que antes conhecíamos como "arte"
Contudo, creio que a "febre vai passar", vejo algumas fotos impressas
Algumas fotos de familiares próximos, pelo menos assim o dizem e se consideram...
E fiz novamente a mesma constação: NÃO ESTOU NESTAS FOTOS...
Algumas selecionadas em murais que ficam expostos para o público visitante e íntimo...
Daquele círculo ...E apareço raramente e em alguns NÃO APAREÇO...
Isso me doía, me incomodava, e em alguns murais parece que eu não
APARECIA, pois quem elegeu as fotos me excluia deliberadamente
E resolvi perguntar-me - porque não estou nestas fotos, ou neste mural?
Fiquei muito tempo ruminando a pergunta e a dor da suposta exclusão...
Pensar não é de todo mal, sentir às vezes intoxica...
Pensei e um dia resolvi pôr o corpo na parada...
Fiquei diante de um destes murais e fiz novamente a fatídica pergunta
Eis que de súbito ocorreu-me a resposta:
NÃO APAREÇO, POIS NA MAIORIA DAS VEZES SOU EM QUEM
ESTÁ POR TRÁS DA MÁQUINA, OU ENVOLVIDA NO ARRANJO!
E o esforço todo para excluir-me revela que eu APAREÇO!
Como diz a música que ouvi do Zeca  Baleiro:
"Se você fizer uma radiografia da sua vida...
Verá com certeza, quem sabe com um certo espanto...
Que eu APAREÇO, estou gravado, cravado...
 Eu APAREÇO, na sua espinha dorsal..."
E por aí vai, mais uma descoberta,
Mais um alento para a dor da suposta exclusão...
O que mais escondem...é o que mais aparece internamente...
CAPICHE! "Pequeninitos tiranititos" - como dizia D. Juan
Nos livros do velho e bom Carlos Castaneda...
Se vocês não existissem, não haveria o incômodo,
Logo não haveria auto-conhecimento!

Vania Longo
13 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

UM LUGAR

Existe um lugar...estranho...cada vez mais estranho...
Vivem estranhos velhos conhecidos!
Vive-se num jogo de empurra...
Vive-se num jogo de culpa...
Vive-se num jogo nogento...
Esse lugar cheira mal, pois limpeza é luxo, não é hábito!
Nesse lugar tudo acumula-se num amontuado de inutilidades!
Nesse lugar quem vê de fora pensa que mora uma família...
Não...ali habita um amontoado de inimigos em comum
Nesse lugar os seres vivos - "não humanos" - existem para servir
Servem ao suposto prazer que alguns humanos dali dizem ter com suas existências
Esses seres vivos - não humanos - padecem de solidão, de abandono,
Carecem de atenção, enlouquecem, se desesperam por comida
Que só existe quando os que se dizem humanos "lembram"
E "lembram" porque os não humanos "perturbam" com seus latidos e miados
Um dia um desses bichos, ou melhor um "não humano" morreu,
Agonizou de dor, uivou e faliu... era uma fêmea,
Uma fêmea "não humana" que nunca saiu para passear
Uma fêmea que já havia habitado um cubículo que quando enchia d'água
A fazia grunhir e o vizinho se penalizava...
Uma fêmea que mesmo sendo submetida a este estado periclitante... não reagia...
Era de sua natureza manter-se "leal", "fiel", mesmo quando todos "desapareciam"...
Esse lugar sufocante, entregue ao mofo, ao ácaro, a putrefação pretendia ser
A morada dos sonhos...
Agora é só pesadelo aplacado com remédios caros!
Conclusão: isso não pode ser o fim de um ser pensante!!!
O ser pensa e pensa que é melhor pensar bem pensado...
Começando a mirar-se nos "não humanos" que ali habitam
Mirando-se neles, verá que é da natureza deles "suportar" ou "sucumbir"...
Na natureza de um humano pensante-sentinte - suportar - olhar - ver e buscar alternativas
Esse é o caminho...esse é o rumo inevitável para respirar ar puro...
Desfrutar sala, quarto, cozinha, garagem, quintal se houver...livres de uma energia
Tão pesada que chega ficar densa e cortável....
Caminhemos para esse desfecho...o LUGAR indica O CAMINHO...
O LUGAR mapeia fora e dentro!
O LUGAR que se vislumbra não é esse descrito...
Já viveu-se outros lugares semelhantes e os venceram...
Esse "humano" quando habitava esses outros lugares - era inexperiente, ganhava salário mínimo, estudava em escola pública,
Tinha  uma família para inglês ver e tinha esperança
O último alento na caixa de pandora
Mas não um alento qualquer... ESPERANÇA move a vida e remove a mágoa...
ESPERANÇA alenta e acalanta!
Vive-se, busca-se, espera-se de esperançar!
Desesperar é um artifício desnecessário...
"Vou deixar a rua me levar...ver a cidade se acender..."
Ser feliz é bem possível, estude os contos de fadas e verá o que existe por trás
O histórico deles é um povo esmagado, desalentado que buscava esperança
Inventava histórias para alimentar a "fé na vida, fé no homem, fé no que virá"...
E venceram e "foram felizes para sempre"!


Vania Longo
04/01/2011

E SE JUDAS NÃO FOSSE O TRAIDOR DE JESUS?

Estou lendo um livro sobre a "verdadeira história de Judas" a personagem bíblica que "traiu" Jesus entregando-o à cruxificação.

É uma pesquisa de um estudioso sério que teve acesso ao "Evangelo de Judas" - "descoberto com alguns outros pergaminhos importantes, cuja publicação não é de interesse da igreja católica apostólica...

Nesse pergaminho existem revelações:
  • Judas não tinha a origem dos demais apóstulos, tinha uma condição intelectual melhor do que os apóstulos pescadores.
  • Segundo os escritos, ele compartilhava com Jesus ideias que os demais não teriam a necessária compreensão e alcance.
  • Por essas e outras características "Jesus o escolheu para o papel de 'traidor' - alguém tinha de cumprir o papel para o desfecho previsto da cruxificação - e deveria ser aquele em quem mais confiava - que poderia "sacrificar" pelo "mestre e amigo".
Particularmente acho essas revelações prováveis, apesar de parecerem absurdas, dada a lavagem cerebral de séculos que sofremos pela igreja católica, que logicamente como instituição têm seus interesses nas ideias que postula.

Já havia lido outro pesquisador sério e digno de confiança, chamado Ravi Ravindra, um  indiano, defender essas revelações...

  • O que muda?
  • A quem interessou "vender" a ideia de traição desse apóstulo?
  • Porque a história divulgada agora não pôde ser revelada na época?
São algumas perguntas necessárias... sobre as quais refletirei....

Acho importante termos a mente desperta para ampliar compreensões e suspeitar de algumas verdades que não ousamos questionar em detrminados períodos da vida!

E vocês o que acham?

Vania Longo
04/01/2011