Gosto de fotografia...
Tudo enquanto era lugar que estivesse desde os meus 13 anos eu fotografafa,
Às vezes com uma máquina descartável...
Não me importava a máquina e sim a imagem... o registro...
Sempre colecionei imagens e depois estudando a psicanálise entendi porque
A questão é que os registros de família, os tenho desde tenra idade...
Vejo todo mundo, pai, mãe, irmãos, irmãs, tios, tias, avós...
Lugares onde vivi, lugares que visitei, imagens que eternizei
E guardo registradas no papel e na memória...
Depois de um tempo, novas pessoas nas fotos: colegas de faculdade, amigos,
Namorados, marido, filhos, sogra, novos familiares e lugares novos...e
A mesma constatação...não estou nesta ou naquela foto...
Mais um tempo se passou e começou o advento da máquina digital...
Que esquisito, até hoje tenho dificuldade em usar esse quipamento
E quando uso...dificilmente imprimo ou "revelo" em papel fotográfico
Mas vejo as pessoas na "febre" - primeiro de ter um equipamento cada
Vez mais moderno e com mais "recursos"; segundo registrando qualquer coisa
Em qualquer lugar, chegando a banalizar o que antes conhecíamos como "arte"
Contudo, creio que a "febre vai passar", vejo algumas fotos impressas
Algumas fotos de familiares próximos, pelo menos assim o dizem e se consideram...
E fiz novamente a mesma constação: NÃO ESTOU NESTAS FOTOS...
Algumas selecionadas em murais que ficam expostos para o público visitante e íntimo...
Daquele círculo ...E apareço raramente e em alguns NÃO APAREÇO...
Isso me doía, me incomodava, e em alguns murais parece que eu não
APARECIA, pois quem elegeu as fotos me excluia deliberadamente
E resolvi perguntar-me - porque não estou nestas fotos, ou neste mural?
Fiquei muito tempo ruminando a pergunta e a dor da suposta exclusão...
Pensar não é de todo mal, sentir às vezes intoxica...
Pensei e um dia resolvi pôr o corpo na parada...
Fiquei diante de um destes murais e fiz novamente a fatídica pergunta
Eis que de súbito ocorreu-me a resposta:
NÃO APAREÇO, POIS NA MAIORIA DAS VEZES SOU EM QUEM
ESTÁ POR TRÁS DA MÁQUINA, OU ENVOLVIDA NO ARRANJO!
E o esforço todo para excluir-me revela que eu APAREÇO!
Como diz a música que ouvi do Zeca Baleiro:
"Se você fizer uma radiografia da sua vida...
Verá com certeza, quem sabe com um certo espanto...
Que eu APAREÇO, estou gravado, cravado...
Eu APAREÇO, na sua espinha dorsal..."
E por aí vai, mais uma descoberta,
Mais um alento para a dor da suposta exclusão...
O que mais escondem...é o que mais aparece internamente...
CAPICHE! "Pequeninitos tiranititos" - como dizia D. Juan
Nos livros do velho e bom Carlos Castaneda...
Se vocês não existissem, não haveria o incômodo,
Logo não haveria auto-conhecimento!
Vania Longo
13 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
UM LUGAR
Existe um lugar...estranho...cada vez mais estranho...
Vivem estranhos velhos conhecidos!
Vive-se num jogo de empurra...
Vive-se num jogo de culpa...
Vive-se num jogo nogento...
Esse lugar cheira mal, pois limpeza é luxo, não é hábito!
Nesse lugar tudo acumula-se num amontuado de inutilidades!
Nesse lugar quem vê de fora pensa que mora uma família...
Não...ali habita um amontoado de inimigos em comum
Nesse lugar os seres vivos - "não humanos" - existem para servir
Servem ao suposto prazer que alguns humanos dali dizem ter com suas existências
Esses seres vivos - não humanos - padecem de solidão, de abandono,
Carecem de atenção, enlouquecem, se desesperam por comida
Que só existe quando os que se dizem humanos "lembram"
E "lembram" porque os não humanos "perturbam" com seus latidos e miados
Um dia um desses bichos, ou melhor um "não humano" morreu,
Agonizou de dor, uivou e faliu... era uma fêmea,
Uma fêmea "não humana" que nunca saiu para passear
Uma fêmea que já havia habitado um cubículo que quando enchia d'água
A fazia grunhir e o vizinho se penalizava...
Uma fêmea que mesmo sendo submetida a este estado periclitante... não reagia...
Era de sua natureza manter-se "leal", "fiel", mesmo quando todos "desapareciam"...
Esse lugar sufocante, entregue ao mofo, ao ácaro, a putrefação pretendia ser
A morada dos sonhos...
Agora é só pesadelo aplacado com remédios caros!
Conclusão: isso não pode ser o fim de um ser pensante!!!
O ser pensa e pensa que é melhor pensar bem pensado...
Começando a mirar-se nos "não humanos" que ali habitam
Mirando-se neles, verá que é da natureza deles "suportar" ou "sucumbir"...
Na natureza de um humano pensante-sentinte - suportar - olhar - ver e buscar alternativas
Esse é o caminho...esse é o rumo inevitável para respirar ar puro...
Desfrutar sala, quarto, cozinha, garagem, quintal se houver...livres de uma energia
Tão pesada que chega ficar densa e cortável....
Caminhemos para esse desfecho...o LUGAR indica O CAMINHO...
O LUGAR mapeia fora e dentro!
O LUGAR que se vislumbra não é esse descrito...
Já viveu-se outros lugares semelhantes e os venceram...
Esse "humano" quando habitava esses outros lugares - era inexperiente, ganhava salário mínimo, estudava em escola pública,
Tinha uma família para inglês ver e tinha esperança
O último alento na caixa de pandora
Mas não um alento qualquer... ESPERANÇA move a vida e remove a mágoa...
ESPERANÇA alenta e acalanta!
Vive-se, busca-se, espera-se de esperançar!
Desesperar é um artifício desnecessário...
"Vou deixar a rua me levar...ver a cidade se acender..."
Ser feliz é bem possível, estude os contos de fadas e verá o que existe por trás
O histórico deles é um povo esmagado, desalentado que buscava esperança
Inventava histórias para alimentar a "fé na vida, fé no homem, fé no que virá"...
E venceram e "foram felizes para sempre"!
Vania Longo
04/01/2011
Vivem estranhos velhos conhecidos!
Vive-se num jogo de empurra...
Vive-se num jogo de culpa...
Vive-se num jogo nogento...
Esse lugar cheira mal, pois limpeza é luxo, não é hábito!
Nesse lugar tudo acumula-se num amontuado de inutilidades!
Nesse lugar quem vê de fora pensa que mora uma família...
Não...ali habita um amontoado de inimigos em comum
Nesse lugar os seres vivos - "não humanos" - existem para servir
Servem ao suposto prazer que alguns humanos dali dizem ter com suas existências
Esses seres vivos - não humanos - padecem de solidão, de abandono,
Carecem de atenção, enlouquecem, se desesperam por comida
Que só existe quando os que se dizem humanos "lembram"
E "lembram" porque os não humanos "perturbam" com seus latidos e miados
Um dia um desses bichos, ou melhor um "não humano" morreu,
Agonizou de dor, uivou e faliu... era uma fêmea,
Uma fêmea "não humana" que nunca saiu para passear
Uma fêmea que já havia habitado um cubículo que quando enchia d'água
A fazia grunhir e o vizinho se penalizava...
Uma fêmea que mesmo sendo submetida a este estado periclitante... não reagia...
Era de sua natureza manter-se "leal", "fiel", mesmo quando todos "desapareciam"...
Esse lugar sufocante, entregue ao mofo, ao ácaro, a putrefação pretendia ser
A morada dos sonhos...
Agora é só pesadelo aplacado com remédios caros!
Conclusão: isso não pode ser o fim de um ser pensante!!!
O ser pensa e pensa que é melhor pensar bem pensado...
Começando a mirar-se nos "não humanos" que ali habitam
Mirando-se neles, verá que é da natureza deles "suportar" ou "sucumbir"...
Na natureza de um humano pensante-sentinte - suportar - olhar - ver e buscar alternativas
Esse é o caminho...esse é o rumo inevitável para respirar ar puro...
Desfrutar sala, quarto, cozinha, garagem, quintal se houver...livres de uma energia
Tão pesada que chega ficar densa e cortável....
Caminhemos para esse desfecho...o LUGAR indica O CAMINHO...
O LUGAR mapeia fora e dentro!
O LUGAR que se vislumbra não é esse descrito...
Já viveu-se outros lugares semelhantes e os venceram...
Esse "humano" quando habitava esses outros lugares - era inexperiente, ganhava salário mínimo, estudava em escola pública,
Tinha uma família para inglês ver e tinha esperança
O último alento na caixa de pandora
Mas não um alento qualquer... ESPERANÇA move a vida e remove a mágoa...
ESPERANÇA alenta e acalanta!
Vive-se, busca-se, espera-se de esperançar!
Desesperar é um artifício desnecessário...
"Vou deixar a rua me levar...ver a cidade se acender..."
Ser feliz é bem possível, estude os contos de fadas e verá o que existe por trás
O histórico deles é um povo esmagado, desalentado que buscava esperança
Inventava histórias para alimentar a "fé na vida, fé no homem, fé no que virá"...
E venceram e "foram felizes para sempre"!
Vania Longo
04/01/2011
E SE JUDAS NÃO FOSSE O TRAIDOR DE JESUS?
Estou lendo um livro sobre a "verdadeira história de Judas" a personagem bíblica que "traiu" Jesus entregando-o à cruxificação.
É uma pesquisa de um estudioso sério que teve acesso ao "Evangelo de Judas" - "descoberto com alguns outros pergaminhos importantes, cuja publicação não é de interesse da igreja católica apostólica...
Nesse pergaminho existem revelações:
Já havia lido outro pesquisador sério e digno de confiança, chamado Ravi Ravindra, um indiano, defender essas revelações...
Acho importante termos a mente desperta para ampliar compreensões e suspeitar de algumas verdades que não ousamos questionar em detrminados períodos da vida!
E vocês o que acham?
Vania Longo
04/01/2011
É uma pesquisa de um estudioso sério que teve acesso ao "Evangelo de Judas" - "descoberto com alguns outros pergaminhos importantes, cuja publicação não é de interesse da igreja católica apostólica...
Nesse pergaminho existem revelações:
- Judas não tinha a origem dos demais apóstulos, tinha uma condição intelectual melhor do que os apóstulos pescadores.
- Segundo os escritos, ele compartilhava com Jesus ideias que os demais não teriam a necessária compreensão e alcance.
- Por essas e outras características "Jesus o escolheu para o papel de 'traidor' - alguém tinha de cumprir o papel para o desfecho previsto da cruxificação - e deveria ser aquele em quem mais confiava - que poderia "sacrificar" pelo "mestre e amigo".
Já havia lido outro pesquisador sério e digno de confiança, chamado Ravi Ravindra, um indiano, defender essas revelações...
- O que muda?
- A quem interessou "vender" a ideia de traição desse apóstulo?
- Porque a história divulgada agora não pôde ser revelada na época?
Acho importante termos a mente desperta para ampliar compreensões e suspeitar de algumas verdades que não ousamos questionar em detrminados períodos da vida!
E vocês o que acham?
Vania Longo
04/01/2011
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