terça-feira, 4 de janeiro de 2011

UM LUGAR

Existe um lugar...estranho...cada vez mais estranho...
Vivem estranhos velhos conhecidos!
Vive-se num jogo de empurra...
Vive-se num jogo de culpa...
Vive-se num jogo nogento...
Esse lugar cheira mal, pois limpeza é luxo, não é hábito!
Nesse lugar tudo acumula-se num amontuado de inutilidades!
Nesse lugar quem vê de fora pensa que mora uma família...
Não...ali habita um amontoado de inimigos em comum
Nesse lugar os seres vivos - "não humanos" - existem para servir
Servem ao suposto prazer que alguns humanos dali dizem ter com suas existências
Esses seres vivos - não humanos - padecem de solidão, de abandono,
Carecem de atenção, enlouquecem, se desesperam por comida
Que só existe quando os que se dizem humanos "lembram"
E "lembram" porque os não humanos "perturbam" com seus latidos e miados
Um dia um desses bichos, ou melhor um "não humano" morreu,
Agonizou de dor, uivou e faliu... era uma fêmea,
Uma fêmea "não humana" que nunca saiu para passear
Uma fêmea que já havia habitado um cubículo que quando enchia d'água
A fazia grunhir e o vizinho se penalizava...
Uma fêmea que mesmo sendo submetida a este estado periclitante... não reagia...
Era de sua natureza manter-se "leal", "fiel", mesmo quando todos "desapareciam"...
Esse lugar sufocante, entregue ao mofo, ao ácaro, a putrefação pretendia ser
A morada dos sonhos...
Agora é só pesadelo aplacado com remédios caros!
Conclusão: isso não pode ser o fim de um ser pensante!!!
O ser pensa e pensa que é melhor pensar bem pensado...
Começando a mirar-se nos "não humanos" que ali habitam
Mirando-se neles, verá que é da natureza deles "suportar" ou "sucumbir"...
Na natureza de um humano pensante-sentinte - suportar - olhar - ver e buscar alternativas
Esse é o caminho...esse é o rumo inevitável para respirar ar puro...
Desfrutar sala, quarto, cozinha, garagem, quintal se houver...livres de uma energia
Tão pesada que chega ficar densa e cortável....
Caminhemos para esse desfecho...o LUGAR indica O CAMINHO...
O LUGAR mapeia fora e dentro!
O LUGAR que se vislumbra não é esse descrito...
Já viveu-se outros lugares semelhantes e os venceram...
Esse "humano" quando habitava esses outros lugares - era inexperiente, ganhava salário mínimo, estudava em escola pública,
Tinha  uma família para inglês ver e tinha esperança
O último alento na caixa de pandora
Mas não um alento qualquer... ESPERANÇA move a vida e remove a mágoa...
ESPERANÇA alenta e acalanta!
Vive-se, busca-se, espera-se de esperançar!
Desesperar é um artifício desnecessário...
"Vou deixar a rua me levar...ver a cidade se acender..."
Ser feliz é bem possível, estude os contos de fadas e verá o que existe por trás
O histórico deles é um povo esmagado, desalentado que buscava esperança
Inventava histórias para alimentar a "fé na vida, fé no homem, fé no que virá"...
E venceram e "foram felizes para sempre"!


Vania Longo
04/01/2011

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